A série 50 tons é da da autora E. L. James, com adaptação para o cinema. Temos o bombástico 50 tons de cinza, depois 50 tons mais escuros e, por fim, 50 tons de liberdade. Como bônus, ainda ganhamos Grey e Mais escuro (primeira e segunda obras na versão de Christian).

Adaptação cinematográfica

O primeiro livro foi lançado no cinema em fevereiro de 2015, e já não foi tão fiel. Romantizaram demais os protagonistas e deixaram de lado o drama interno de Grey que dá todo sentido à narrativa.

No segundo, Christian está mais lindo e fofo do que nunca, contudo, ficou sem sentido. Quem assistir 50 tons mais escuros sem ler a obra vai deduzir que ele é um completo idiota sádico sem motivo. E, por Deus, o homem tem motivo. Não que justifique suas ações, mas dá para compreender porque ele é assim pelo menos.

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A Leila, a Elena e o José não foram bem ajustados na história das telinhas, o Dr. Flynn (tão importante, a meu ver) sequer apareceu e, num passe de mágica, Grey deixou de ser possessivo =(

No mais novo lançamento, 50 tons de liberdade, tive minha principal decepção. Não foi rápido, foi Usain Bolt cara. Tudo passou em um flash, acontecimentos meios perdidos que não contam direito a história. E foi o filme que mais mudaram no enredo. Mexeram na minha cena preferida de toda série e odiei (não tô sabendo lidar).

Eu entendo que ao adaptar um livro você precisa reajustar algumas coisas, até cortar cenas. Mas, em toda adaptação cortaram as cenas erradas. Mudaram umas desnecessariamente e deixaram de lado a essência de todo o problema.

Não sei se foi muita expectativa gerada. Como diz meu marido, “a frustação é proporcional à expectativa gerada”. E nesse caso foi mesmo rs Para quem se apaixonou pela história dos livros, é pouco. Pelo menos é para mim. Eu gosto de um bom drama por trás dos personagens, e ficou extremamente raso.

Uma coisa boa é que, se não honraram o Grey dos livros, pelo menos honraram a Ana. Conseguimos ver bem o seu crescimento e amadurecimento como mulher.

Livros

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50 tons de cinza 
Anastasia Stelle é uma estudante de literatura que, sem querer, vai parar no escritório do bilionário (e maravilhoso) Christian Grey para fazer uma entrevista no jornal da faculdade. Apesar de desajeitada, o misterioso Sr Grey se interessa pela bela jovem dos olhos azuis e cria situações para se aproximar dela. Ele tem um gosto bem peculiar para relacionamentos, trata suas parceiras como submissas, que precisam obedecer suas ordens. Ao perceber que Ana é romântica para aceitar esse papel, Grey tenta se afastar, mas já está envolvido demais. Anastasia decide dar uma chance ao rapaz, afinal, está caidinha por ele, mas descobre que não é capaz de aceitar alguém mandando em sua vida e dizendo o que fazer. Ela quer um relacionamento de verdade, ele aparentemente só quer usá-la para joguinhos sexuais. E é bom nisso.

Eu não faço amor, eu fodo com força. (Grey)

50 tons mais escuros
No segundo livro, descobrimos o motivo do Christian ser sádico e como foi seu passado. Personagens que são apenas citados em 50 tons de cinza ganham bastante vida dando total contexto à história. Em termos de narrativa, é o livro mais importante da trilogia. Já no começo temos um apaixonado tentando reconquistar a amada depois de um doloroso (literalmente) fim. Ele promete ser diferente, mas ainda tem dificuldade em deixar seu passado de lado. O ciúme muitas vezes vai atrapalhar o casal, com o lado possessivo de Grey vindo à tona em praticamente todas as cenas. Além disso, a chegada de uma ex-submissa doida, o ciúme da mulher que colocou Grey nesse mundo de dominador e um chefe que assedia Ana vão deixar a narrativa eletrizante.

Você tem um coração e ele é meu. Quero amá-lo pra sempre. Mesmo ele sendo tão complexo e difícil, eu o amo. Sempre vou amar. Nunca haverá outra pessoa. Nunca. (Ana)

50 tons de liberdade
Aqui temos um casal que passou por muita coisa para ficar junto, e está feliz em lua de mel. Mas não pense que tudo são flores. Além do ciúme habitual (e exagerado de Grey), uma chegada inesperada vai deixar os protagonistas sem rumo e separados. As dúvidas sobre o relacionamento são levantadas e o passado volta com tudo para atormentá-los. É o livro com mais aventura, com direito a sequestro, tiros e tudo mais. Ana vai provar que ama Christian acima de tudo, mas será que ele também a ama de verdade?

Meu mundo era organizado, calmo e controlado. Aí você entrou na minha vida, com essa sua boca afiada, a sua inocência, a sua beleza e a sua coragem discreta… E todo o resto, tudo antes de você, simplesmente ficou bobo, vazio, medíocre… Nada! Eu me apaixonei. (Grey)

Grey
Como amo as versões masculinas dos livros, dei piruetas quando E. L. James resolveu dar vida aos pensamentos do meu amado Grey. Porém, foi como ler 50 tons de cinza de novo. Sem quase nenhuma novidade, além dos pensamentos perturbadores e as artimanhas possessivas do mocinho para controlar Ana. Outra coisa diferente foram os diálogos sobre o trabalho de Grey.

Eu quero muito dela: sua confiança, sua obediência, sua submissão. Eu quero que ela seja minha, mas agora… Eu sou dela. (Grey)

Mais escuro
Também não gostei dessa versão do Christian. Ficou mais do mesmo, sem cenas que enriquecessem o enredo. Ele tem pequenas (BEM pequenas mesmo) lembranças de quando era criança ou de momentos com as ex-submissas. Aliás, odiei essas lembranças. Deu a entender que sente muita falta. Elena está mais insuportável do que o normal e fiquei com raiva de saber que, ao contrário do que imaginamos em 50 tons mais escuros, Grey continua achando que ela é uma amiga. Não se afasta por vontade própria, é obrigado pela mãe.

Ela acaricia meu rosto. Ela enxerga quem eu sou. Não, Ana, você não me conhece. Mesmo relutante, saio da cama, enquanto ela se vira e fica de bruços. (Grey)

Para os filmes: 3

Para os livros: 5

* Notas de 1 a 5.