O blog Viveram felizes para sempre promoveu no Wattpad – uma rede social mundial para escritores e leitores – o Concurso Vênus. Nosso objetivo foi escolher os melhores casais da plataforma, independente do gênero. Teve fantasia, mistério, ficção cientifica e até anjo com demônio. Achamos justa toda forma de amor!

A resenha será do livro Grande Amor, da autora Pippa Rivera, vice da categoria No potinho (casais fofos).

Vamos direto ao ponto? Quero começar por esse complemento – romance lésbico – porque eu sei que muita gente pode ficar meio na dúvida ou até torcer o nariz ao se deparar com O DIFERENTE. Mas, de verdade, o primeiro grande ponto positivo desse livro é a sensibilidade da autora ao conduzir uma história linda de amor sem aquela “forçada” ao tratar de relacionamentos homoafetivos.

O romance é entre duas meninas, porém, o foco está mesmo no amor e não na sexualidade. E a história é linda! E é verdadeira! E é forte. E isso é o principal.

Então, leitor, se você ainda tiver amarras, desprenda-se de qualquer resquício de preconceito e mergulhe nesse romance. Porque, de verdade, a história é tão gostosa e envolvente que vale super a pena a leitura.

Eu estou começando por aqui justamente para que fique claro que Grande Amor não se trata de uma leitura segmentada, apenas apreciada por um grupo de pessoas. Ela pode ser, ao contrário, saboreada por todos aqueles que gostem de ler, sentir, se envolver no amor.

Feitas essas considerações, vamos a outro ponto: Que casal fofolindo! Realmente não tem como não querer colocar Helô e Carina em um potinho, meu Deus!

Carina é a mulher firme, decidida, empoderada, eu diria em um primeiro momento. Mas a Helô… Ah! Que menina do bem! Ela é, sem dúvida, a parte frágil da relação. Mas é também a mais forte. Carina é a razão. Helô, a emoção. E aí as duas se completam…

O livro ganhou minha atenção também porque tem de tudo um pouco: romance, drama, aventura, encontros e desencontros, reviravoltas e cenas hot. E nesse último quesito, novamente, essa autora porreta conseguiu trazer tudo com muita sensibilidade, deixando novamente a sexualidade em segundo plano para descrever cenas de amor. E o resultado a gente percebe nas páginas super bem contadas do livro.

É preciso ressaltar que não é um romance hot, mas um romance que tem hot, o que é bem diferente. E todas essas cenas mais quentes têm razão de estarem ali no livro, porque foram construídas dentro de um relacionamento que foi crescendo pouco a pouco.

Outro ponto que eu particularmente adorei foi a forma como Helô e Carina se conheceram. Ahhh, o rádio! Como esse veículo de comunicação é mágico! Eu, que sempre tive afinidade com essa mídia, achei extremamente inusitada e criativa a forma como se aproximaram. Além disso, me fez lembrar da minha adolescência, quando eu “pedia música” na rádio, ou mandava recadinhos. Esse é, pra mim, um ponto fortíssimo de qualquer leitura: quando ela consegue me remeter a alguma memória afetiva.

Enfim, foi uma história que muito me prendeu. Aliás, ela ainda não terminou e fico ali, todo santo dia, atualizando o Wattpad pra ver se temos um novo capítulo. Quero logo um final feliz, porque, como em todo bom romance o casalzinho aqui também passa poucas e boas pra ficarem juntas.

Vem ler:

.: Grande amor

Trilha sonora para embalar a leitura

Gente, a história tem um apelo auditivo enorme. Primeiro, como contei, tem a relação delas que nasce por causa do rádio. Vocês vão entender! Mas fora isso, também têm as músicas. Quase todas as situações são embaladas por uma música de fundo. E música gostosa de ouvir.

Então, deixo aqui uma de batida leve e gostosa que Helô ouviu no dia seguinte ao primeiro encontro das duas.

Love someone (Jason Mraz)

Love is a funny thing
Whenever I give it, it comes back to me
And it’s wonderful to be
Giving with my whole heart
As my heart receives
Your love

E se virasse filme

Não costumo pensar nas personagens associando a atores ou atrizes. Sempre que posso, faço um exercício para criar essas pessoas que conheço em minha mente. Mas confesso que inevitavelmente, via a atriz Daniela Horta como Carina e Débora Falabella como a Helô, principalmente por ser pequenininha. E acho que as duas combinam e muito.

NOTA: 4,5

*Notas de 1 a 5.