Nesta semana, a Beca, a Polly e eu fomos convidadas para assistir a pré-estreia do filme O espaço entre nós. O longa conta o romance adolescente inusitado entre um garoto inteligente de Marte e uma menina rebelde da Terra. A história demora para engatar, mas fica bem engraçada do meio para o final.

Gardner Elliot é o primeiro humano nascido e criado no planeta vermelho. Sua mãe astronauta tem a missão de comandar a colonização de Marte, mas descobre durante a viagem espacial que está grávida. Arriscado demais para voltar, a equipe decide continuar a rota e ter a criança em solo marciano. Só que o parto tem complicações e ela acaba morrendo. O garoto passa a ser criado, então, pelos astronautas e cientistas que vêm e vão à base. O objetivo era fortalecer seu corpo para aguentar a volta à Terra, mas 16 anos se passam e ele continua lá.

Irritado por estar preso sem conhecer seu passado, Gardner começa a procurar pistas de seu pai biológico e encontra uma filmagem de sua mãe com um homem misterioso. Ele decide voltar e convence a equipe que está pronto para aguentar a diferença de pressão atmosférica entre os planetas.

Durante esse período, Gardner faz amizade virtual com uma americana do Colorado chamada Tulsa. Um dos problemas do filme é justamente não explicar direito quando e como eles se conheceram. Sem saber a verdade sobre Gardner, Tulsa pensa que ele tem uma doença e por isso nunca puderam se encontrar pessoalmente. Ela é uma adolescente problemática que já passou por vários lares adotivos. Incompreendida e sem amigos, encontra com Gardner um meio de escape para seus problemas.

Tulsa coloca adrenalina e aventura na vida parada de Gardner

A narrativa, de fato, fica interessante quando ele volta à Terra. Um dos chefões do projeto da colonização de Marte não queria que Gardner retornasse devido a exposição negativa da empresa na mídia e faz de tudo para que ele entre no foguete novamente. Imagina manter um garoto sem sua vontade, com a mãe morta, em outro planeta? Esperto, mesmo em um local totalmente diferente e com o corpo sensível, ele foge e vai em busca de Tulsa.

Os dois, então, passam a viver uma aventura muito engraçada à procura do pai de Gardner e fugindo do chefão da empresa que está na sua cola. Como Gardner não conhece nada dos costumes terráqueos, vive entrando em situações cômicas. Esse tempo juntos faz nascer da amizade um fofo romance. Ahhh gente, é fofo mesmo! Temos lindas cenas de declarações do Gardner para a Tulsa ❤

Só que como nem tudo são flores, quase perto de desvendar a verdade sobre seu pai Gardner fica muito doente e descobre que seus órgãos não resistem à atmosfera do planeta. É aí que a narrativa dá uma boa reviravolta.

Tenho que confessar, não é o filme mais produzido e profundo que já vi, mas vale a pena assistir. O longa possui muitas falhas, deixa de aprofundar temas importantes para se ater a passagens que poderiam ser resumidas. O começo é bemmmmm cansativo, chega a dar sono. O início da história dos protagonistas deixa a desejar também, como falei acima. Mas o final não é óbvio e deixa a nossa imaginação viajar! 😉

NOTA: 3,5

* Assistimos o filme como convidadas do Taubaté Shopping/Moviecom. ❤

* Notas de 1 a 5.