Se tem uma coisa que eu gosto nessa vida de leitura é me sentir dentro de uma história. E o romance do Maxon e da América fez isso comigo ❤

A história é uma distopia e acontece em um futuro distante em que a sociedade é governada pelo rei e é dividida em castas. Seguindo a tradição da realeza, o príncipe precisa participar da Seleção, em que são escolhidas garotas de várias castas diferentes e elas precisam conquistar o príncipe numa espécie de reality show.

Essa sociedade tem problemas e existem rebeldes que lutam contra o sistema de castas, porém eles são divididos em 2 tipos, os rebeldes do norte e do sul.

América vai participar da seleção praticamente por obrigação, pois a família das garotas selecionadas recebem mantimentos enquanto elas participam da Seleção.

Não sei se você é como eu, mas se tem uma coisa que eu amo é quando o amor entre o casal surge de uma amizade. Eu sei que no caso dessa coleção, o Maxon é muito mais aberto com relação aos sentimentos dele e sobre o que ele procura, mas de qualquer forma, no começo eles são apenas amigos.

Sei que você acha que há moças aqui mais adequadas para mim e para a vida no palácio. Não quero me apressar e tentar ser feliz com qualquer uma. (Maxon)

América deixa claro pra ele que não quer ganhar a competição e isso o deixa intrigado. Conforme o tempo passa América percebe que está se apaixonando pelo príncipe, mas ainda se prende ao ex-namorado Aspen, que se torna guarda no castelo.

Entre indas e vindas você percebe o quanto as diferenças entre eles podem fazer com que se tornem melhores, principalmente o Maxon, quando conhece certos detalhes da vida de América e suas dificuldades financeiras com a família. Ele percebe que o sistema de castas talvez não funcione tão bem assim.

Maxon também demonstra de um jeito lindo o quanto ama América, defendendo ela perante o rei e deixando claro de diversas formas possíveis que a ama de verdade.

– Ele deve amá-la muito – Gavril comentou assim que me equilibrei
– Por que você diz isso?
– Conheço Maxon desde criança. Ele nunca enfrentou o pai desse jeito. (America)

O final do livro é bem surpreendente pra mim, com uma reviravolta interessante (e triste) envolvendo a personagem Celeste, que é uma concorrente que atormenta a América durante a maior parte da história. O trecho em que Maxon é ferido (não vou dizer como) e começa a dizer tudo o que sente por ela, é a coisa mais L-I-N-D-A!

Pode partir meu coração. Mil vezes, se desejar. Sempre foi seu para machucar como quiser. (Maxon)

Como ponto negativo, achei que muitas coisas da trama sobre os rebeldes não foram muito bem explicadas no livro, mas como eu adorei a história do Maxon e da América não senti tanta falta disso. Achei legal o final que a autora deu pro Aspen, eu não ia gostar se ele tivesse acabado infeliz na história.

Depois da trilogia foram lançados diversos contos e os livros A Herdeira e A Coroa, que contam a história da Eadlyn, filha do Maxon e da América. A história se passa 20 anos depois da Seleção. Eu li A Herdeira e sinceramente achei a Eadlyn muito chatinha (sei que é compreensível por ela ser uma princesa e ter tudo o que quer, mas enfim), por isso acabei desanimando de ler A Coroa. Pra mim a história do Maxon e da América foram suficientes então me ative aos dois ❤

Trilha sonora para embalar a leitura

Never Say Never (The fray)

“Picture you’re the queen of everything
Far as the eye can see, under your command
I will be your guardian, when all is crumbling
I’ll steady your hand”

E se virasse filme

Se a história de Maxon e America fosse para as telinhas, ia adorar os seguintes atores como protagonistas:

e-se-virasse-filme-a-selecao

NOTA: 5

nota

* Notas de 1 a 5.